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Linha do Tempo

1999

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A CIPÓ foi fundada em 8 de março de 1999 por comunicadoras que desejavam utilizar seus conhecimentos e práticas com o propósito de oferecer oportunidades críticas e criativas de formação para adolescentes com muito talento e poucos recursos. Nesta época, a CIPÓ contou com o apoio de três importantes parceiros fundadores: ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância, Instituto Ayrton Senna e Unicef. Organizações que acreditaram na CIPÓ quando era apenas uma idéia ilustrada pela imagem dos três macaquinhos de olhos, ouvidos e boca bem abertos.

Projetos criados em 1999

- Plano de Comunicação do MIAC – Movimento de Intercâmbio Artístico-Cultural da Cidadania
- Central CIPÓ de Notícias – CCN

Depoimentos

Ruy Pavan
Oficial do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para Bahia e Sergipe

O Unicef se orgulha de ser parceiro de Cipó desde sua fundação. Acompanhou de perto a construção e consolidação de metodologias que utilizam a comunicação como ferramenta educativa e de mobilização social. Através da institutição, muitos profissionais e veículos de comunicação despertaram para o seu papel na efetivação dos direitos da criança e do adolescente.

Vinícius Couto (Vinny)
Webdesigner, egresso do Comunidade Digital e Estúdio Aprendiz
Trabalha na área de Direção de Arte, Criação e Planejamento na Mezo Agência de Marketing

Eu sempre digo que a CIPÓ norteou caminhos. Eu sempre tive muita afeição e ligação com comunicação. Eu sempre ilustrei, eu sempre gostei de foto, de música, sempre gostei de tudo que envolvesse arte e tudo isso é comunicação. Aí a CIPÓ mostrou saídas para que eu pudesse aproveitar essas tecnologias, esses meios, essas oportunidades, explorar meus talentos! Eu posso dizer: cresci dentro da instituição, pessoalmente, profissionalmente. Eu tenho reconhecimento hoje do trabalho que eu faço. Isso é bacana!”

2000

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O ano 2000 chegou com força total, confirmando muitas das expectativas vislumbradas pelos idealizadores e pelos parceiros que acreditaram na CIPÓ. A instituição começa a se estruturar organizacionalmente e a ocupar espaços na comunidade, graças aos aprendizados colhidos no ano anterior e à experiência acumulada pelos 31 profissionais e 17 estagiários que passaram a integrar a equipe. 

Projetos criados em 2000

- Estúdio CIPÓ de Multimeios
- Escola Interativa
- iGuais
- O Cidadão de Papel 

Depoimentos

Paulo Jorge Coelho
Diretor da Mago Publicidade
Membro do Conselho da CIPÓ

Eu já me envolvia bastante com alguns trabalhos sociais através de Anna Penido. Quando ela falou em criar uma ONG e me expôs o foco a ser trabalhado, de imediato me interessei e hoje, talvez como conselheiro mais antigo, me sinto gratificado por fazer parte desta família há tanto tempo, ainda que eu seja um daqueles parentes que “mora no exterior” e por isso não se faz tão presente no dia-a-dia.

O que mais me chama atenção na CIPÓ é a capacidade de superar obstáculos, de cavar alternativas e de agregar pessoas. A CIPÓ é como um imã, ela atrai as pessoas, vejo-as magnetizadas com o que estão fazendo, pois ela possibilita que estas pessoas explorem suas vocações.

Veet Vivarta
Secretario executivo da ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância

Tanto no processo de articulação inicial da Rede ANDI Brasil, quanto nos esforços para a sua consolidação e ampliação, a CIPÓ foi uma parceira fundamental. Isso se deu tanto na garantia da qualidade da replicação das metodologias compartilhadas pela Rede, quanto no fortalecimento das instâncias de participação e gestão democrática.

Fábio Farani
Educador da CIPÓ 

Meu primeiro encontro com a CIPÓ foi de bermuda, sandália havaianas, cheio de areia e currículo na mão. Rebeca, uma amiga minha, trabalhava na CIPÓ e me convidou para dar umas aulas de internet lá e levar meu currículo também. Na época, eu havia pedido demissão de um emprego formal em que eu dava aulas de informática para passar um tempo viajando e nem tinha idéia do que era terceiro setor.

Eu fui chamado para trabalhar, achei interessante a proposta apresentada. Comecei a dar umas aulas, era diferente de tudo o que eu tinha feito! Era trabalhar com educação e com tecnologia, mas de uma forma diferente. De lá pra cá já vão se fazer 10 anos que eu estou na CIPÓ. Ajudei a construir muita coisa, já passei por quase todos projetos. Acho que a grande escola profissional para mim foi a CIPÓ.

Já experimentei o outro lado, do emprego formal, de trabalhar com paletó e gravata, então eu sei o preço que se paga para trabalhar no terceiro setor. Eu gosto de trabalhar aqui, acho um ambiente saudável, acredito no que eu faço, acredito na proposta que a gente constrói e as mudanças que a gente tenta fazer. Em 10 anos, da pra ver mudança na vida de muita gente, como alguns educandos que hoje são colegas de trabalho. E é por isso que eu vou ficando.

2001

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Em 2001, a CIPÓ perdeu inesperadamente seu principal parceiro e passou por uma grave crise financeira. O problema foi superado ao longo do ano, com ajustes organizacionais, ampliação do leque de parceiros e implementação de novas estratégias de captação e geração de recursos. O mês de novembro trouxe mais uma recompensa: o Prêmio Empreendedor Social Ashoka-Mckinsey.

Depoimentos

Andréa Lemos
Jornalista, egressa da Central Cipó de Notícias (CCN)
Mestranda em Comunicação na França

O período em que estive na CIPÓ foi de bastante mudanças na minha vida. Além de mudanças profissionais, mudanças pessoais, porque me instigou a pensar em várias coisas que eu nunca tinha pensado. Eu entrei em contato com um monte de gente que não fazia parte “do meu mundo”. Comecei a pensar sobre tudo o que a CIPÓ tratava e, principalmente, abriu meu olhar para a questão dos direitos das crianças e dos adolescentes.

Quando atuei no suplemento infantil A Tardinha, a CIPÓ continuou contribuindo muito com o meu trabalho  ajudando a pautar temas que antes não eram visto em publicações voltadas para esse público, como, por exemplo, violência doméstica. As referências que eu tenho sobre o trabalho de promoção dos direitos da infância ainda são daquelas pessoas que eu conheci na instituição.

2002

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O ano de 2002 começou com uma semana inteira de planejamento. Foi o momento de olhar para trás e avaliar o potencial da organização, além de vislumbrar uma forma de realizar a missão com impacto ainda maior.

Projetos criados em 2002

- Sou de Atitude
- Currículo Vivo
- CIPÓ Produções 

Depoimentos

Felipe Luiz Nascimento de Moraes
Egresso – tem que completar de que programa

Na CIPÓ, tive a oportunidade de realizar o meu primeiro vídeo. Um vídeo feito com bastante responsabilidade porque ia ser levado para o secretário de Habitação de Salvador. Fomos na comunidade do Nordeste de Amaralina, pesquisei, conversei com o pessoal, me senti um cineasta. 

Gilvã Mendes
Egresso do Programa Escola Interativa
Estudante de Letras na FTC – Faculdade de Tecnologia e Ciência e autor do livro Queria Brincar de Mudar o Meu Destino 

Até hoje, de algum modo, tenho um vínculo com a CIPÓ, pois ela tem o poder muito especial de marcar as pessoas de forma memorável! Foi a experiência do novo, de deslumbramento! Tudo que eu mais desejava! Conheci pessoas que me olhavam com tanto respeito e confiança, que chegava a esquecer que eu era um cadeirante. Coisa que fora da CIPÓ faziam questão de me lembrar da forma mais negativa que há. A experiência foi de uma mudança muito importante na minha vida. Conquistei uma outra visão de mundo!

2003

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Foi no ano de 2003 que o projeto de político da instituição começou a ser fortalecido. Internamente, começaram a ser feitas articulações e iniciativas que antes aconteciam de maneira fragmentada. Foi definido o conceito de desenvolvimento integral e as ações que deveriam ser implementadas para promover a formação de crianças, adolescentes e jovens em todas as suas dimensões. Os projetos foram agrupados em sete áreas complementares: garantia de direitos, melhoria da escola, inserção no mundo do trabalho, acesso às tecnologias, desenvolvimento pessoal e social, participação política e acesso à cultura. O lançamento do Estúdio Aprendiz prometia a realização de um sonho: promover a inserção de centenas de adolescentes e jovens no mundo do trabalho via Lei da Aprendizagem. No final do ano, a CIPÓ foi indicada como finalistas de dois prêmios importantes: Prêmio Itaú-Unicef e Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologias Sociais.

Projetos criados em 2003

- Estúdio Aprendiz

Depoimentos

Rodrigo Coelho
Aluno da Escola Municipal Teodoro Sampaio

Antes as pessoas achavam que a Escola Teodoro Sampaio não representava nada dentro do bairro. A partir do momento em que a CIPÓ chegou na escola, a gente mostrou a capacidade que os alunos tinham e que poderiam ser aproveitados.

Raimundo Filho
Professor da Escola Municipal Arlete Magalhães

O que me impressionou na CIPÓ foi a possibilidade de você trabalhar com a máquina e não esquecer a criação, a sensibilidade, o amor.

Rosângela Leite
Diretora da Escola Municipal Amai Pro

O primeiro contato que a Escola Amai Pro teve com a CIPÓ foi em uma oficina do Projeto Bem-me-quer, desenvolvido pela própria escola, em que educadores da ONG vieram fazer uma oficina de fanzine. Quando chegaram, vimos que tínhamos idéias parecidas e quisemos, logo de início, fazer parte, mas não pudemos porque não obedecíamos à critérios estabelecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Com a nova gestão municipal, conseguimos passar a ser uma das escolas que abrigavam projetos da CIPÓ. Apesar de, na época, já trabalharmos com comunicação e já termos nossa rádio, a presença da CIPÓ fortaleceu as nossas ações na comunidade de Pirajá. A grande afinidade que tivemos com a instituição foi o fato de construirmos projetos coletivamente. A parceria nos ajudou a aperfeiçoar nossa prática pedagógica e nos possibilitou ainda uma formação técnica em rádio, além de estar capacitando alguns de nossos jovens para a construção de um site para a escola. As ações envolveram a formação de crianças em participação política infantil.

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