ÍNDICE
- UNICEF certifica municípios do Semi-árido baiano
- Baianas adiam maternidade
- Abortos em Salvador superam média nacional
- Entidade que atende crianças com HIV/AIDS fica sem recursos
- Perfil da família brasileira enfrenta mudanças
- A Tardinha: médicos podem ter descoberto a cura da AIDS
- Caderno Dez! traz matéria sobre o enfrentamento à exploração sexual
RESUMO
UNICEF certifica municípios do Semi-árido baiano
Trinta e três municípios baianos receberam em solenidade realizada em Recife, no dia 02 dezembro, a certificação Selo Unicef Município Aprovado. O Projeto, desenvolvido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), busca incentivar e fortalecer as políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes do Semi-árido brasileiro. O UNICEF certificou, nesta edição, 259 dos 1.130 municípios brasileiros participantes. Na Bahia, dos 188 avaliados, 33 ganharam o Selo. Para receber a certificação, as cidades passaram por uma avaliação de indicadores, através do acompanhamento de políticas e projetos sociais no âmbito da saúde, educação, participação social e proteção dos direitos das crianças e adolescentes. Durante dois anos, foram analisados dados de órgãos como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além dos ministérios da Saúde, Educação, entre outros.
Seminário de avaliação - Em Salvador, o UNICEF com o Instituto Simões Filho realizaram o seminário de avaliação dessa edição do Selo Unicef no estado, no dia 04 de dezembro, no Fiesta Convention Center, com transmissão ao vivo até as 12h30 pela WebTV do Portal A Tarde On Line. No evento foram conhecidos os principais resultados do projeto. Representantes da Juspopulli Escritório de Direitos Humanos, Centro de Estudo Afro-Orientais (Ceafro), Instituto Fazer e Acontecer e a CIPÒ – Comunicação Interativa, apresentaram experiências de ações focadas na participação social e política, educação contextualizada, cultura e identidade racial, esporte e cidadania (A Tarde p. Especial A4, 03/12 – Helga Cirino; p. Salvador A11, 04/12 – Maiza de Andrade e Redação)
Baianas adiam maternidade
Em 2007, a proporção de nascimentos entre mães com menos de 20 anos caiu de 20,5% em 2006 para 20,1%. A redução é pequena, mas intensa nas regiões desenvolvidas do Centro-Sul. No Norte e Nordeste, as taxas ainda são preocupantes. Enquanto no Distrito Federal as mães jovens foram responsáveis por 14,5% dos nascimentos em 2007, essa proporção era de 26,9% no Maranhão. A Bahia sofreu queda de 13,3%, em quatro anos, no número de nascimentos entre mães com idade entre 15 e 19 anos. Apesar do destaque da Bahia quanto à evidente redução da maternidade na adolescência, a decisão por ser mãe depois dos 25 anos pode ser percebida tanto no estado quanto no Brasil. O número de mães brasileiras entre 25 e 29 anos aumentou de 19,8%, em 2003, para 22,29% em 2007. Na Bahia esse acréscimo chega a 5%. (A Tarde-Ba p. Brasil, B6 05/12 – Débora Alcântara e Agências)
Abortos em Salvador superam média nacional
Dados do relatório A Realidade do Aborto Inseguro na Bahia: a Ilegalidade da Prática e os seus Efeitos na Saúde das Mulheres em Salvador e Feira de Santana mostram que a cada cem internações por parto na capital baiana, 25 ocorrem em decorrência de aborto. O número é superior à média nacional, que é de 15 para 100. O estudo mostra ainda que a curetagem pós-aborto aparece como o segundo procedimento mais freqüente na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda de acordo com o relatório, a capital baiana tem um índice de mortalidade materna cinco vezes maior do que o definido como aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O documento integra as ações do movimento de mulheres no Brasil pela legalização do aborto e foi organizada pelo Instituto Mulheres pela Atenção Integral à Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos (Imais). Tanto a pesquisa em campo quanto os dados compilados sobre o assunto mostraram que o aborto é praticado clandestinamente por mulheres de todas as classes sociais, nível de escolaridade, etnias e religião. No entanto, tem conseqüências desiguais a depender da inserção social. (Correio da Bahia p. 24h 3, 04/12; Tribuna da Bahia p. Salvador 8, 05/12)
Entidade que atende crianças com HIV/AIDS fica sem recursos
Para assegurar os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os dirigentes da Instituição Beneficente Conceição Macedo (IBCM), localizada em Salvador, foram à Prefeitura Municipal no dia 03 de dezembro, acompanhados por 35 crianças atendidas pela entidade. A visita foi realizada para cobrar ao prefeito João Henrique o repasse da verba de R$ 10 mil, acordado em novembro do ano passado, por meio do Mais Social. Além deste recurso, a gestão municipal se comprometeu a destinar à instituição um auxílio mensal de R$ 25 mil, destinados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e outras verbas a serem captadas junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Até esta semana, nenhuma verba foi direcionada à entidade, que atende atualmente a 70 crianças, com idades entre dois e 14 anos, com HIV/AIDS.
Transmissão vertical – Crianças que convivem com o vírus HIV desde que nasceram fazem parte de uma geração que enfrenta muitos problemas. A Casa de Apoio e Assistência aos Portadores do HIV (Caasah) conhece de perto essa realidade. A instituição oferece atendimento a 22 crianças que vivem com vírus do HIV. A maior parte delas foi infectada pela mãe durante a gravidez, o que se chama de transmissão vertical. O processo acontece na barriga, durante o parto ou através da amamentação. “O uso de medicamentos na gestante e no recém-nascido, a cesariana programada e a substituição do aleitamento materno são alguns dos procedimentos para evitar a contaminação do bebê”, diz a infecto-pediatra Neide Pedroso, do Centro de Referência Estadual em AIDS (Creaids). (A Tarde p. Salvador A7 e A8 - Alana Fraga e Victor Villarpando; Correio da Bahia, p. Salvador Saúde 12 – Jairo Costa Júnior, 01 e 04/12)
Perfil da família brasileira enfrenta mudanças
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os casais com filhos já representam menos da metade do total de famílias. Levantamento do IBGE mostra que o número de mulheres com apenas um filho subiu de 25,8% para 30,7%. Com relação às mães adolescentes brasileiras, com idades entre 15 e 17 anos, a proporção era de 6,3% em 2007, índice que se mantém desde 1997. Para o sociólogo Gey Espinheira, com as novas configurações familiares as crianças e adolescentes são, atualmente, educados nas escolas e não mais dentro das famílias. “Tornaram-se independentes das tiranias da intimidade e se lançaram no mundo aberto e impessoal, acompanham a televisão, celular, computador e suas velocidades tecnológicas”. A terapeuta de família Sheila Almeida não acredita na idéia de que a família seja uma instituição falida. “Existem união sem casamento propriamente dito, mulheres que criam os filhos sozinhas, avós que cuidam de netos, casais homossexuais adotando crianças, enfim, todos estes são outros modelos, mas que não deixar de ser famílias”, explica a especialista. (Tribuna da Bahia p. Salvador 12, 04/12 – Roberta Cerqueira)
A Tardinha: médicos podem ter descoberto a cura da AIDS
O suplemento infantil do Jornal A Tarde, o A Tardinha, de 29 de novembro trouxe uma matéria sobre as lembranças do tempo em que os avós dos pequenos leitores eram crianças e brincavam na rua. No começo do século 20, os meninos e meninas se divertiam pelas ruas da cidade e fabricavam seus próprios brinquedos. É o que mostra a exposição instalada no Museu Casa do Sertão, localizado na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), em Feira de Santana. A mostra expõe com fotografias que guardaram no papel o que virou lembrança na cabeça de quem nasceu há 100 anos. O A Tardinha trouxe também uma matéria sobre a possibilidade dos médicos terem conseguido encontrar a cura para a AIDS. A possível descoberta foi noticiada nesse mês, por médicos de Berlim. De acordo com os especialistas, um homem que sofria de leucemia e de AIDS há mais de 10 anos não apresenta mais nenhum sinal dessas doenças. A cura pode ter vindo de um transplante feito por ele em 2006. (A Tarde-BA, p. A Tardinha 4 e 5, 29/11 – Andréa Lemos)
Caderno Dez! traz matéria sobre o enfrentamento à exploração sexual
O Caderno Dez!,suplemento juvenil do Jornal A Tarde, da última terça-feira (02/12) trouxe uma matéria sobre os avanços e retrocessos na luta contra a AIDS. Apesar dos investimentos em campanhas, o vírus HIV continua a crescer entre os jovens do Brasil. O número de brasileiros que foram infectadas com o vírus passou dos cinco mil, até a metade do ano de 2008. Destes, cerca de 600 têm entre 13 e 19 anos de idade. O Dez! trouxe ainda uma matéria sobre os crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes. O aumento do número de denúncias mostra que a sociedade está mais mobilizada para o enfrentamento do problema. Qualquer pessoa pode denunciar por meio de telefonemas gratuitos e anônimos ou através do site da Safernet Brasil (www.denunciar.org.br), que permite o acompanhamento online dos desdobramentos da investigação. (A Tarde-BA, p. Caderno Dez! 6 e 7, 02/12 – Ronney Argolo)