Índice:
- Pedofilia: Apenas 16% das queixas chegam à Justiça
- Dívida com FNDE deixa escolas sem merenda
- Ilê Aiyê promove evento para formar jovens
- Professores entram na justiça contra enturmação
- A difícil busca de crianças desaparecidas
Resumos:
Pedofilia: Apenas 16% das queixas chegam à Justiça
Enquanto 507 queixas de violências sexuais contra crianças e adolescentes em Salvador chegaram à Delegacia de Repressão a Crimes contra a Criança e o Adolescente (Dercca) este ano (de janeiro a agosto), sendo 474 delas pelo Disque 100, a quantidade de inquéritos remetidos à Justiça formam apenas 16% deste número (83). Na Bahia, foram catalogadas 1.231 queixas em todo o Estado, de janeiro a agosto. Uma média de mais de cinco denúncias por dia. Durante todo o ano passado, foram catalogadas 1.646 queixas na Bahia, média pouco maior do que três ao dia, apenas 386 tiveram procedimento judicial instaurado. “A população tem feito a parte dela, resta agora o Estado aumentar a estrutura das unidades para dar conta da demanda de trabalho”, reclama a promotora Lícia Oliveira, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e Juventude-BA. “Precisamos de pelo menos 20 agentes no Serviço de Investisgação (SI) para dar conta de Salvador e municípios da região metropolitana”, declara a própria delegada titular da Dercca, Laura Argollo, que hoje lidera uma equipe de oito investigadores.
O inimigo mora ao lado – Estimativas dos órgãos que atuam na repressão do abuso sexual contra menores afirmam que as pessoas que abusam de crianças são normalmente próximas e que, de alguma forma, podem controlá-las. Nos casos de incesto, pais, padrastos ou irmãos mais velhos são os agressores sexuais mais desafiadores. Quando as situações de abuso ocorrem na família, é comum a criança ter medo da ira do parente abusador, temer por vingança ou ter vergonha de outros familiares. “A criança não tem habilidade diante desse tipo de estimulação e terminar por apresentar problemas emocionais depois da violência sexual”, diz Érica Barduke, do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente da Bahia (Cedeca-Ba). (A Tarde, p. Salvador A4, 16/09 – Helga Cirino) (Tribuna da Bahia, p. Salvador 7, 16/09 – Lucas Sérvio)(Correio da Bahia, p. Mais 13, 16/09 – Carmen Vasconcelos)
Dívida com FNDE deixa escolas sem merenda
Uma auditoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar (FNDE) apontou que a Prefeitura de Ilhéus tem que devolver cerca de R$296 mil à entidade. Como o valor ainda não foi pago, o FNDE suspendeu o repasse de verbas para a compra de merenda escolar no município, deixando alunos sem ter o que comer na hora do lanche. A dificuldade para garantir o lanche diário nas escolas da rede municipal teve início com uma série de irregularidades denunciadas pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE), segundo conta a ex-diretora da instância, Jaciara da Silva Santos. Foi com base nas denúncias que o FNDE determinou a realização da auditoria da gestão dos recursos relativos a 2007 e 2008. Segundo o secretário de Educação, Sebastião Maciel, a prefeitura não malversou verbas, mas em 2008 não pagou R$ 296.123,65 ao FNDE, relativos à contrapartida do município para comprar a merenda escolar dos 27 mil alunos que estudam nas 40 escolas da rede. Ele afirma que a falta de pagamento foi resultado de uma crise financeira, da qual o município ainda está se recuperando. (A Tarde, p. Bahia A11, 16/09 – Ana Cristina Oliveira e Redação)
Ilê Aiyê promove evento para formar jovens
A Associação Cultural Ilê Aiyê promove sexta-feira a partir das 8h30, dia 18, em sua sede, no bairro do Curuzu, o II Encontro do “Programa de Inserção no Mercado de Trabalho”. O programa tem como proposta dar novos rumos à vida de centenas de jovens formados pela instituição através dos seus diversos cursos profissionalizantes. Como estratégia, busca a sensibilização de empresas e entidades parceiras que possam colaborar para a empregabilidade desses jovens, garantindo a continuidade de um ofício aprendido, melhores condições de vida e inclusão social. Ao longo do ano, cerca de 700 jovens chegam ao mercado de trabalho, porém apenas 20% desse total encontram oportunidade de emprego ou estágio. E é justamente o objetivo da segunda edição do encontro mudar esse panorama, onde as empresas e entidades parceiras reconheçam o talento desses profissionais que formamos e dêem mais oportunidade. Todos os cursos são gratuitos e voltados para jovens de 17 a 25 anos e de baixa renda. (Tribuna da Bahia, p. Salvador 12, 16/09)
Professores entram na justiça contra enturmação
O sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB) entrou com mandato de segurança no tribunal de justiça da Bahia contra a medida de enturmação determinada pela Secretaria de Educação (SEC) e que já foi adotada em 76% dos 147 colégios de Salvador. A proposta da SEC consiste em reunir turmas da mesma série e turno com efetivos reduzidos e deve acontecer em 465 das 1.640 escolas distribuídas pelos municípios baianos, sendo 173 em Salvador e região metropolitana e 292 no interior. Professores estaduais prometem parar hoje, por 24 horas, pela campanha nacional em defesa do piso salarial da categoria. (A Tarde , p. Educação A7, 16/09 - Alana Fraga)
A difícil busca de crianças desaparecidas
Criado há oito anos em parceria com a Coordenação de Policia Interestadual, a Polinter o quadro Desaparecidos da TV Bahia apresenta ao vivo parentes de crianças e jovens desaparecidos. Num cordão de isolamento em um canto da praça, os parentes tentam transmitir com informações claras, com máximo de detalhes possível, na tentativa de achar o procurado. Parentes podem também acompanhar os registros das investigações atualizados na Polinter ao lado da Praça da Piedade. Até julho desse ano foram registrados 338 casos de desaparecidos, porém conclui a Polinter que muitas vezes o sumiço se trata de homicídios e fuga e tornando difícil a conclusão dos casos. (Tribuna da Bahia, p. Salvador 13, 16/09)
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