ÍNDICE
- Campanha alerta sobre violência nas escolas
- Falta merenda para 21 mil alunos da rede municipal no interior baiano
- OAF completa 50 anos de fundação
- Ausência dos pais pode ser a causa de problemas emocionais
- Cuidados no trânsito é tema de campanha para as crianças
- Cresce o número de crianças obesas no Brasil
- Implantação dos Conselhos Tutelares na Bahia: desafios e conquistas
- Meninos e meninas assumem papel de jornalistas no A Tardinha
- Caderno Dez! traz matéria sobre o vírus HPV
RESUMO
Campanha alerta sobre violência nas escolas
Pesquisa revelou que 350 milhões de crianças e adolescentes são vítimas de violência escolar a cada ano. O relatório foi divulgado através da Campanha Aprender sem Medo que alerta contra todo tipo de violência no ambiente escolar. De acordo com os dados, no Brasil ficou comprovado que 84% dos 12 mil estudantes de seis estados reportaram suas escolas como violentas. Desses 12 mil, cerca de 70% afirmaram terem sido vítimas de violência escolar; um terço dos estudantes afirmou estar envolvido em bullying (atitudes agressivas, intencionais praticadas no geral pelos adolescentes) seja como agressor ou como vítima. A pesquisa aborda principalmente o processo de aprendizagem e os castigos corporais, mas também ressalta as confusões e os complexos gerados pelas “brincadeiras de mau gosto” feitas entre estudantes.
Evasão escolar provoca situações de risco – De acordo com a procuradora de Justiça do Ministério Público da Bahia e Coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e Juventude, Lícia Maria de Oliveira, a partir do momento que a criança ou o jovem se afasta da sala de aula, ele se envolve com situações de risco, como o trabalho infantil, as drogas, vão ficar pedindo nas sinaleiras e acabam praticando atos infracionais. (Tribuna da Bahia, p. Salvador 7, 17/10 – Lílian Machado)
Falta merenda para 21 mil alunos da rede municipal no interior baiano
Cerca de 21 mil estudantes baianos estão sem merenda escolar na rede municipal de ensino. No total, 13 municípios baianos deixaram de receber R$ 1,4 milhão do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) por não prestarem contas, não podendo assim garantir a alimentação prevista na Constituição. O repasse é suspenso no caso da falta da prestação de contas pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE), que é o responsável pela fiscalização dos gastos. Sem a verba, os municípios tentam garantir o abastecimento nas escolas com recursos próprios. Mas a reclamação é que a oferta tem sido insuficiente. Em São Francisco do Conde, uma das 50 cidades com maior PIB do país, a merenda deixa a desejar – “Um copo de suco e um pão ‘donzelo’, quer dizer, sem manteiga”, denunciou um vereador da cidade. O município só recebeu o repasse até abril de 2007, por falta de prestação de contas.
Ano letivo perdido – A realidade no município de Jandaíra, é que em pleno ano letivo, o cenário é de férias. Sem merenda há sete meses e com professores parados em protesto por melhores salários, resta às milhares de crianças sair às ruas para se divertir na porta das casas. “Esses meninos ficam o tempo todo ‘nessa ai, ó’. Pelo menos enganam a fome até a hora do almoço, disse a dona de casa Vanda Maria dos Santos, 46 anos, mãe de nove filhos, três deles ainda em idade escolar. (Correio da Bahia, p. Mais 18, 17/10 – Alexandre Lyrio e Mariana Rios)
OAF completa 50 anos de fundação
A Organização de Auxílio Fraterno (OAF) completou no dia 13 de outubro, 50 anos de Fundação. A instituição é considerada uma das principais referências em abrigos para crianças e adolescentes em situação de risco social na Bahia, proporcionando também atividades de formação e educação para a comunidade de Caixa D’Água. A iniciativa partiu da professora e advogada Dalva de Matos, que iniciou os primeiros trabalhos com projetos de alfabetização para mulheres, no bairro do Pelourinho, em 1956. Após conhecer vários abrigos pelo Brasil e no mundo, ela fundou a OAF, em 1958, e a instituição atende hoje 87 crianças e adolescentes. “Nosso princípio é proporcionar a reinserção das crianças às suas famílias. O problema é que faltam políticas públicas para os pais dessas crianças, que não possuem emprego”, afirma a coordenadora do abrigo e assistente social Cheila Queiroz. A OAF se destaca por ter sido uma das pioneiras no Brasil na implantação dos sistemas casas-lares em abrigos, antes mesmo de ser uma exigência de Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). (A Tarde- BA, p. Salvador, 13, 12/10 – Cilene Brito)
Ausência dos pais pode ser a causa de problemas emocionais
Não só a saúde física das crianças tem preocupado os especialistas, mas atualmente são cada vez mais comuns problemas emocionais na infância. A Associação Brasileira de Psiquiatria realizou em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), uma pesquisa nacional que estimou a prevalência de sintomas de transtornos mentais mais comuns na infância e na adolescência, de 6 a 17 anos. Entre 15 e 19 de agosto de 2008, foram realizadas 2.002 entrevistas em 142 municípios de todas as regiões do Brasil. Segundo a pesquisa, 12,6% das mães entrevistadas relataram ter um filho com sintomas de transtorno mental importante, o que equivale a cerca de cinco milhões de crianças. Mais de três milhões de meninos e meninas têm sinais de hiperatividade ou desatenção, dificuldades com leitura, escrita e contas, sintomas de irritabilidade,dificuldade de compreensão e atraso em relação a outras crianças com a mesma idade. (A Tarde- BA, p. Ciência & Vida, 31, 12/10 – Fabiana Mascarenhas)
Cuidados no trânsito é tema de campanha para as crianças
O trânsito á a primeira entre as causas de morte violentas de crianças com até 9 anos de idade. Segundo dados do Ministério da Saúde, os acidentes automobilísticos são responsáveis por 30% dos óbitos, e quase sessenta por cento são vítimas de atropelamento. Dados assim fizeram o Ministério das Cidades e da Saúde a lançar, no Rio de Janeiro, a campanha “Ajude a salvar nossas crianças. Cuide delas no trânsito”, uma campanha de quatro filmes, alerta para os riscos de beber antes de dirigir, mostra os cuidados com a criança no carro, na calçada e brincando na rua. O Ministro da Saúde José Gomes Temporão justifica que “O Brasil está vendo a mortalidade infantil despencar, a mortalidade por diarréia, doenças infecciosas, pneumonia, caem. Mas as mortes relacionadas a causas violentas, como acidentes de trânsito aumentam. Daí a importância desta campanha que visa conscientizar o pai, o responsável e também a aumentar a responsabilidade no trânsito”. (A Tarde- BA, p. Brasil, 18, 13/10 – Clarissa Thomé e Felipe Recondo)
Cresce o número de crianças obesas no Brasil
Segundo especialistas, criar hábitos saudáveis desde a infância é a melhor forma de evitar problemas no futuro. A medida ajuda a reduzir as estatísticas mundiais, cada vez mais alarmantes, do número de crianças acima do peso. O número de crianças obesas têm aumentado no Brasil, onde, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 10% das crianças e adolescentes têm sobrepeso e cerca de um milhão e meio de crianças e adolescentes são obesos. A Nutricionista e especialista em obesidade, Márcia Magalhães explica que a preocupação não é apenas estética. “Além de a obesidade causar outros tipos de doenças, é preciso lembrar, que o problema também faz com que muitas vezes as crianças sejam discriminadas e alvos de brincadeiras de mau gosto, o que pode interferir no desenvolvimento social”.
Evento propõe infância saudável sem obesidade – Com o objetivo de chamar atenção da população sobre a importância da educação alimentar e da prática de atividades físicas para a saúde das crianças, ocorreu no dia 12 de outubro (Dia das crianças), no Farol da Barra o Movimento de Prevenção e Combate à Obesidade – Foco na Criança, promovido pelo Núcleo de Tratamento e da Cirurgia da Obesidade (NTCO), com apoio da Secretaria de Saúde de Estado (Sesab). (A Tarde- BA, p. Ciência & Vida, Salvador, 6 e 29, 12/10 – Fabiana Mascarenhas, Leônidas Júnior)
Implantação dos Conselhos Tutelares na Bahia: desafios e conquistas
Em artigo no jornal A Tarde, a promotora Lícia Maria de Oliveira, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude da Bahia, descreve o processo de implementação e manutenção dos Conselhos Tutelares na Bahia. Os conselhos foram criados a partir da implementação da lei do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que define o município como sede das políticas e programas sociais destinados á criança e ao adolescente, dispondo que, em cada um deles, haverá, no mínimo, um Conselho Tutelar instalado. Em 2003, após 13 anos de vigência do Estatuto, apenas 71 municípios possuíam conselhos. Atualmente os Conselhos Tutelares existem em 416 municípios baianos. Para alcançar o objetivo almejado foi feita a campanha estadual “onde fica o Conselho Tutelar de sua cidade?” e o Núcleo de Apoio para Estruturação e Fortalecimento dos Conselhos de Direitos, Tutelares e Fundos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente, integrado por cinco promotores de justiça com atuação na área infanto-juvenil. (A Tarde- BA, p. Especial, 17, 11/10 – Thais Rocha)
Meninos e meninas assumem papel de jornalistas no A Tardinha
A edição especial de Dia das Crianças, do A Tardinha, trouxe uma matéria em que os leitores viraram os próprios repórteres por 10 dias. As crianças das escolas Úrsula Catarino e Lua Nova brincaram seriamente de ser jornalistas. Elas decidiram a pauta da semana, escolheram os assuntos, pesquisaram em livros e na internet, entrevistaram colegas, desenharam e escreveram. A matéria conta cada detalhe das etapas de produção realizadas pela criançada. O suplemento infantil trouxe também informações sobre a falta de água no planeta, em que mais de um bilhão de pessoas não têm água em casa e faz um alerta para a preservação desse bem natural. (A Tarde-BA, p. A Tardinha 8 e 9, 11/10)
Caderno Dez! traz matéria sobre o vírus HPV
O Caderno Dez!,suplemento juvenil do Jornal A Tarde, da última terça-feira (14/10) trouxe uma matéria sobre o Papiloma Vírus Humano (HPV), uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns. A matéria esclarece as maiores dúvidas sobre o vírus, informa sobre a sua transmissão, sobre métodos de prevenção e sobre o melhor método de evitar a doença, a vacina, que infelizmente ainda é muito cara e só serve para as mulheres. O Dez! trouxe também uma matéria sobre a quantidade de leitores no país, que é maior do que a quantidade de livros disponíveis nas bibliotecas, fala sobre o acervo defasado das bibliotecas, traz dados sobre a média de livros comprados por ano por cada brasileiro, dentre outros dados. (A Tarde-BA, p. Caderno Dez! 6, 7 e 9 – 14/10)
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