ÍNDICE
- Enturmação gera polêmica entre professores e alunos
- Nova iluminação não resolve problemas do Centro Histórico
- MEC quer transformar o ENEM em vestibular único para todo o País
- Cultura e esporte marcam vida no Engenho Velho da Federação
RESUMOS:
Enturmação gera polêmica entre professores e alunos
Enquanto o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) tenta pressionar o governo para recuar no processo de enturmação, líderes de grêmios estudantis se preocupam com as paralisações realizadas pela categoria nos últimos dias. Os docentes interromperam suas atividades ontem e hoje por discordarem da decisão da Secretaria de Educação da Bahia (SEC) de unir turmas que possuem poucos alunos. Segundo os professores, a medida busca resolver apenas o problema financeiro da questão educacional, em detrimento do aspecto pedagógico. Para as lideranças estudantis, a enturmação não é prioridade nos debates sobre a educação e é uma conseqüência de uma escola pública sem professores qualificados e compromissados. (A Tarde-BA, p. Salvador A4, 18/09 – George Brito)
Nova iluminação não resolve problemas do Centro Histórico
A nova iluminação do Centro Histórico de Salvador, inaugurada na última quarta-feira e que custou R$ 2,7 milhões aos cofres públicos, não é suficiente para mudar o cenário do local. O Pelourinho abriga um grande número de crianças, adolescentes e jovens em situação de risco social. Os garotos e garotas ocupam calçadas, abordam turistas e alguns praticam furtos. “Ontem de manhã, notei uma melhora e a diminuição de jovens nas ruas, mas à tarde percebi que todos estavam de volta”, admitiu o delegado José Dejacir Nascimento, titular em exercício da Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur). De acordo com ele, o Estado e o Município devem se unir e criar ações de combate à pobreza. Os comerciantes da região concordam. “Não adianta também só colocar mais polícia. Os meninos são expulsos e, como não são encaminhados a nenhum tratamento, quando o policiamento sai, eles voltam”, conta uma das comerciantes do local. (A Tarde-BA, p. Salvador A7, 18/09 – Helga Cirino)
MEC quer transformar o ENEM em vestibular único para todo o País
O caminho para o acesso a 50 instituições de ensino superior da Bahia pode estar nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que será realizado nos dias 03 e 04 de outubro. Esta edição promete ser bem diferente das dez anteriores. Só nas unidades de ensino federais da Bahia são oferecidas 3.715 vagas. Para adotarem o ENEM como processo seletivo, as universidades federais exigiram o aumento do número de questões da prova, que passou de 63 para 180. A intenção do Ministério da Educação (MEC) é fazer do Exame uma espécie de vestibular único para todo o País. As mudanças também buscam tornar o ensino médio brasileiro mais voltado para o estímulo ao raciocínio e à solução de problemas, em detrimento do atual modelo de acúmulo de conteúdo. (Correio da Bahia, p.Mais 12 e 13, 18/09 – Felipe Amorim e Carmen Vasconcelos)
Cultura e esporte marcam vida no Engenho Velho da Federação
Alvo de ataques de violência durante as últimas semanas, quando traficantes queimaram ônibus e destruíram módulos policiais, o bairro do Engenho Velho da Federação, localizado em Salvador, foi tema recorrente em jornais e TVs. As notícias apenas reforçavam o estigma da violência que ronda o local. O que nem todo mundo sabe, no entanto, é que esse mesmo bairro é também marcado por ações sociais e culturais, que tentam fazer frente às investidas do tráfico de drogas e oferecem alternativas à população, principalmente aos adolescentes e jovens. Considerado um “Quilombo Urbano” (Decreto Federal nº 4.887, de 2003), o espaço possui mais de uma dezena de projetos sociais, espalhados por cerca de oito associações, quatro núcleos de capoeira, duas escolas públicas e mais de 20 terreiros de candomblé. Entre os quase 90 mil moradores do bairro, centenas deles têm acesso à informática, aulas de cidadania, pré-vestibular, escritório de mediação popular, oficinas de bijuteria e brinquedoteca. Cerca de 40 alunos participam das aulas gratuitas do pré-vestibular Conexão do Saber, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Além disso, 60 jovens estão inscritos no curso de capoeira e 100 adolescentes participam do Projeto Fome Zero, que oferece aulas de futebol, vôlei e cidadania. (A Tarde-BA, p. Salvador A11, 18/09 – Luisa Torreão)
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