Produzido semanalmente às sextas-feiras

 

De 18 a 24 de abril de 2009

 

 

 

ÍNDICE:

 

- TCU descobre fraude de bolsistas do ProUni

 

- Ensino médio e fluência verbal contam pontos

 

- Quanto custa criar um filho?

 

- Rótulos escondem risco de obesidade para crianças

 

- Novos leitores da Bienal

 

- Caderno Dez aborda ausência de professores na sala de aula

 

RESUMO:

 

TCU descobre fraude de bolsistas do ProUni

 

O Ministério da Educação (MEC) pretende firmar um convênio com a Receita Federal para fiscalizar irregularidades na concessão de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni). Um relatório divulgado ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta falhas na comprovação e na fiscalização da renda dos alunos beneficiados. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, há 30 dias o MEC enviou uma minuta do convênio à Receita, mas o documento ainda não foi assinado. A partir dos dados levantados pelo TCU, Haddad afirmou que o Ministério vai fazer um pente-fino nas informações dos beneficiários. (A Tarde p., Brasil, B7, 24/04 – Amanda Cieglinski)

 

Ensino médio e fluência verbal contam pontos

 

Ter o ensino médio completo, boa fluência verbal e cursos profissionalizantes que atendam às necessidades das empresas. Este é o perfil do jovem que os recrutadores buscam no mercado de trabalho, de acordo com a pesquisa O problema da contratação de jovens na visão do empregador, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Tecnologia Gerencial Aplicada (IPGA). Segundo o estudo, que ouviu 49 profissionais da área de recursos humanos de empresas dos setores industrial, comercial e de serviços, 47% das empresas exigem que o jovem tenha, pelo menos, o ensino médio completo e cerca de 30% consideram que, além disso, deve apresentar boa fluência verbal. A pesquisa também revela como são desenvolvidos os processos seletivos: 65% das empresas analisam o currículo, avaliam o domínio da escrita, o desempenho na área de matemática e fazem psicoteste; 20% das corporações realizam entrevistas e fazem avaliação prática, e 12% utilizam a avaliação escrita e oferecem um treinamento na empresa. (A Tarde, Empregos, p.1, 19/04 – Carine Aprile Lervese)

 

Quanto custa criar um filho?

 

As exigências podem parecer pequenas no começo: leite materno, fraldas e a atenção da mãe. Nesse período, o gasto médio de um filho até os quatro anos, em Salvador, não passa de R$ 500,00 por mês. Mas, à medida que crescem, aumentam os gastos. Estima-se que, em média, R$ 400 mil sejam investidos pelos soteropolitanos na criação de um filho, do nascimento até a faculdade, por volta dos 23 anos. No entanto, em família de classe média alta, o sustento do herdeiro pode ultrapassar R$ 1 milhão.


Educação é o gasto mais elevado: Na contabilidade dos gastos, o item educação aparece como aquele que abocanha a grande parte do orçamento familiar. “Na região Nordeste, a maior preocupação é com despesas na educação básica e menor investimento em educação do nível superior”, destaca o administrador Adriano Amui, do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent). (Correio, p. Mais, 10 e 11 -19/04)

 

Rótulos escondem risco de obesidade para crianças

 

Pesquisa do Instituto Paulista Adolfo Lutz atestou que rótulos de alimentos preferidos por crianças “escondem” as informações sobre o risco da obesidade infantil. Análise de 153 embalagens de bolachas, bombons e salgadinhos mostra que nenhuma contém todas as informações corretas sobre sódio e gordura que, em excesso, causam danos à saúde. O índice de erro chegou a 75% das amostras. A qualidade de vida das crianças, conforme estudos nacionais e internacionais, está cada vez mais ameaçada por problemas relacionados à má nutrição. Os índices de sobrepeso e obesidade já estão na casa dos 34%, segundo avaliação da Faculdade de Saúde Pública feita com 450 crianças paulistanas. O colesterol deixou de ser problema exclusivo de adultos e está em quatro de cada dez adolescentes monitorados. (Correio, p. Mais, 14 - 19/04)

 

Novos leitores da Bienal

 

A presença das crianças deu o tom ao primeiro dia da 9° Bienal do Livro da Bahia. Aberta na manhã da sexta-feira (17/04) pelo governador Jaques Wagner, no Centro de Convenções, o evento atraiu grupos de várias escolas, que transformaram a festa literária numa oportunidade para incentivar o hábito da leitura nos pequenos. “Eles estão achando tudo um máximo”, resumiu a professora Ireide Mendes, que acompanhava 40 crianças do Centro Educacional Mirim, do bairro de Itinga, Lauro de Freitas. Muitos dos 358 expositores apresentam produtos direcionados para o público infantil. Para quem estuda em escola pública ou é professor, o poder público e a Fagga Eventos, organizadora da Bienal, repetem o bem-sucedido vale-livro, que troca dez notas fiscais por um vale no valor de R$ 10,00. Um total de 20 mil exemplares será distribuído até o encerramento da Bienal, no dia 26. (Correio, p. 24h, 3 -18/04)

 

Caderno Dez aborda ausência de professores na sala de aula

 

Aposentadorias, exonerações e afastamentos acumulados em 2007, 2008 e 2009 são a justificativa da Secretaria de Educação (SEC) para a carência de professores em sala de aula. Entrevistado pelo Caderno Dez, caderno juvenil do jornal A TARDE, o secretário Adeum Sauer disse que a arrecadação não deu conta da demanda. “Esse cenário teve impacto em nossa folha de pessoal. A verba estadual diminuiu, e consequentemente, a educação também sofreu. Mas vamos fazer cortes e terceirizar o pessoal de apoio”, afirma. O Dez ainda traz matéria sobre trabalhadoras domésticas baianas e suas tarefas relacionadas aos cuidados com crianças. Entre as dificuldades, carga horária excessiva, baixa remuneração e conciliação com os estudos. (A Tarde, p. Caderno Dez, 4, 5, 6 e 7, 21/04 – Marco Gramacho e Mirela Portugal)

 

 

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