Produzido diariamente de segunda a sexta

De 27 de julho de 2009

ÍNDICE

 

- Homofobia atinge instituições de ensino

- Hora de recuperar as aulas

- Artigo repudia toque de recolher

- Escolas privadas têm 16 mil alunos inadimplentes

- A Tardinha: Coisas simples podem fazer toda a diferença

 

 

RESUMOS:

 

Homofobia atinge instituições de ensino

 

Nas escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade – sejam alunos, pais, professores ou servidores – têm algum grau de preconceito contra homossexuais. O dado faz parte da pesquisa divulgada recentemente pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e revela um problema que estudantes e educadores homossexuais, bissexuais e travestis enfrentam diariamente: a homofobia. O levantamento foi realizado com base em entrevistas feitas com 18,5 mil alunos, pais, professores, diretores e funcionários, de 501 unidades de ensino do país. “A violência dura, relacionada a armas, gangues e brigas é visível. Já o preconceito, a escola tem muita dificuldade de perceber porque não existe diálogo”, destaca a socióloga Miriam Abromovay. Desde 2005 o Ministério da Educação (MEC) vem implantando ações contra o problema, dentro do programa Brasil sem Homofobia. As principais estratégias são produzir material didático e formar professores para trabalhar com o tema. (A Tarde, Brasil p.B10, 25/07 – Agência O Globo)

 

Hora de recuperar as aulas

 

Dia 25 foi o segundo sábado do calendário de reposição de aulas devido à greve dos professores da rede municipal de ensino. Das seis escolas visitadas durante a manhã pela equipe do jornal A Tarde, cinco tiveram mais de 50% da frequência, algumas alcançando 80%. Nas salas, livros abertos e olhar fixo no quadro sinalizando que o sábado não foi para brincadeira. Ao invés de atividades lúdicas, os professores deram conteúdo novo. Mesmo tendo deixado de lado assistir à TV ou brincar com as amiguinhas da rua, Estefani Araújo, 10, e Cimara Silva dos Santos, 10, não reclamaram de ir para a escola no sábado. “É bom porque aprendo mais coisas”, garante Cimara. “Aprendo conta de vezes e vou ter prova de ciências”, falou Estefani. (A Tarde, Salvador p.A9, 26/07 – Amélia Vieira e Marilena Neco)

 

Artigo repudia toque de recolher

 

Em artigo publicado no jornal A Tarde, o Coordenador do Centro de Educação e Cultura Popular e do Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Edmundo Kroger, manifestou a posição da maioria dos ativistas e conselhos de defesa da criança e do adolescente diante do polêmico “toque de recolher”, que alguns membros do judiciário baiano e de outros estados têm decretado. “A medida é inadequada e inoportuna, e entidades como o Conanda, conselhos tutelares, Conselho da Criança e Fórum dos Direitos da Criança - Bahia têm se manifestado contrários”, afirma Edmundo. Fazendo um histórico sobre os principais dispositivos legais do país em relação à infância e a adolescência, do Código de Menores ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o ativista reafirma o caráter humanista e democrático desta última. Nem sempre compreendida e muitas vezes esquecida pelos próprios membros do Sistema de Garantia de Direitos proposto na mesma legislação, o ECA seria o principal instrumento para resolver os problemas da infância. (A Tarde, Opinião p.A3, 27/07 – Edmundo Kroger)  

 

Escolas privadas têm 16 mil alunos inadimplentes

 

De acordo com o sindicato dos estabelecimentos de ensino do estado da Bahia (SINEPE), 7% em média dos alunos da rede de ensino da rede privada baiana, aproximamente 16 mil estudantes dos 230 mil matriculados não estão em dia com as mensalidades escolares. Para evitar que as dividas virem fundos perdidos, e também o fechamento das escolas, são propostos descontos e parcelamentos. Dependendo da situação como é o caso do Colégio Integral, pode-se fazer até permuta de serviços.
(Correio, Bahia educação p. 9 e 10, 27/07 – Perla Ribeiro)

 

A Tardinha: Coisas simples que podem fazer toda a diferença

 

O caderno infantil do jornal A Tarde, o A Tardinha, trouxe pequenas histórias que fazem toda a diferença na vida de muitas crianças. Ler muitos livros, interpretar personagens, vestir luvas de boxe. Essas foram as formas que meninas e meninos de Salvador encontraram para dar nova direção à vida. O primeiro exemplo é a pequena casa de madeira transformada numa biblioteca, no meio da Praça de Areias, povoado de Camaçari (a 42 quilômetros de Salvador). Ali no o Clube de Leitura Millenium estão histórias do mundo e sabedorias antigas, registradas em páginas de livros. Já a Academia Botafogo não é grande. Ela funciona na Liberdade, na casa do ex-lutador, Egberto da Silva, conhecido como Bel. Há 15 anos, ele ensina boxe aos moradores da comunidade e quer afastá-los da violência. PIM é a sigla do Projeto de Iniciação Musical, da escola Comunitária São Miguel, em Fazenda Coutos. Lá, 45 crianças aprendem sobre cultura popular do Nordeste e fazem peças com músicas e dança. (A Tarde, A Tardinha p. 4 e 5, 25/07 – Andréa Lemos, Içara Bahia e Nina Neves)

 

 

 

 

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