ÍNDICE
- Aumenta incidência de AIDS entre crianças baianas
- Previsão é de 10 mil crianças com câncer até o fim do ano
- Cotistas têm desempenho igual ou melhor que os não-cotistas
- ENEM revela fosso entre ensino público e privado na Bahia
- Atuação dos Conselhos Tutelares é tema de Seminário
- Ampliação do ensino fundamental para nove anos é bem aceita
- A Tardinha fala sobre a participação de baianos nas Olimpíadas de Língua Portuguesa
RESUMO
Aumenta incidência de AIDS entre crianças baianas
Ao contrário dos dados nacionais, a Bahia registrou crescimento no número de crianças com menos de cinco anos que têm o vírus da AIDS. Dos 112 casos registrados em 2007 na Região Nordeste, o estado da Bahia é responsável por 34 ocorrências, seguido por Pernambuco, com 20. O aumento é resultado da epidemia entre mulheres e jovens e da ausência do trabalho articulado de atenção básica à saúde, para acompanhamento durante o pré-natal, fator que poderia reduzir para menos de 1% o risco de transmissão vertical (da mãe para o filho) do vírus. “Esta é uma área que preocupa. Nossa missão é identificar as gestantes positivas e evitar a transmissão”, explicou a coordenadora do programa de DST e AIDS da Bahia, Maricélia Macedo.
Órfãos têm abrigo em Salvador - A Casa de Apoio e Assistência ao Portador do Vírus HIV/AIDS (Caasah) abriga 23 crianças e adolescentes órfãos, que têm o vírus. A proposta é que eles recebam desde cedo informações sobre a doença. “Queremos que eles tenham compreensão sobre a importância da medicação, que não tem cura, mas é possível ter controle”, explica a coordenadora da unidade, Naira Gomes Borges. A Caasah é uma organização não-governamental (ONG) criada em 1991, mantida por convênios governamentais e por doações. (Correio da Bahia, p. Mais 12 e 13, 26/11 – Mariana Rios)
Previsão é de 10 mil crianças com câncer até o fim do ano
“As crianças estão morrendo por falta de diagnóstico precoce do câncer. A estimativa é que 2008 seja encerrado com cerca de 10 mil crianças doentes”. A afirmação é da médica oncologista pediátrica Teresa Cristina Cardoso Fonseca, que esteve presente no Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GAAC), no bairro do Pau da Lima, em Salvador, para ministrar palestras em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil, lembrado em 23 de novembro. O GAAC, junto com outras instituições de apoio à criança com câncer, promoveu dois dias de palestras com o objetivo de motivar a sociedade para o trabalho voluntário e alertar a população para a importância do diagnóstico precoce, por meio do qual é possível curar 70% dos casos. Atualmente, são diagnosticados por ano, no Brasil, 15 mil casos de crianças e adolescentes de zero a 19 anos com câncer, doença que representa a segunda causa de morte, só perdendo para os acidentes externos. (Tribuna da Bahia, p. Salvador 12, 22 e 23/11 – Lucy Andrade)
Cotistas têm desempenho igual ou melhor que os não-cotistas
O desempenho dos alunos cotistas jogou por terra um dos principais argumentos dos que são contra o sistema de cotas nas universidades públicas: o de que esses estudantes iriam diminuir a média de aprendizado nas escolas de nível superior. É o que mostra a pesquisa sobre impacto do programa de ações afirmativas na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Os cotistas apresentaram rendimento igual ou superior ao dos não cotistas em 32 dos 57 cursos de graduação avaliados. Esse número representa um percentual de 56%. A pesquisa revela ainda que, em 11 dos 18 cursos de maior concorrência no vestibular, os cotistas obtiveram coeficiente de rendimento igual ou melhor do que os não-cotistas. Porém, os beneficiários do sistema de cotas estão longe de se considerarem totalmente satisfeitos. “A universidade resolveu um problema: o do acesso. Possibilitar que o estudante negro e pobre chegue até o fim do curso é outro problema que não foi resolvido”, diz o mestrando em Administração, Ademário Júnior. (Correio da Bahia, p. Mais 10 e 11, 23/11 – Flávio Costa)
ENEM revela fosso entre ensino público e privado na Bahia
O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2008 aponta a Bahia como o estado onde as escolas particulares e públicas têm a maior diferença de notas entre si. A rede privada obteve 55,34% de média de aproveitamento, o que a deixaria na 8ª posição entre os 26 estados do País (mais o Distrito Federal), se fosse considerada isoladamente. Já a rede pública de ensino alcançou 33,06% e ocuparia a 19º posição no ranking. A diferença entre os resultados obtidos nas categorias (privada e pública), na Bahia, é de 22,28%, enquanto a média nacional ficou em 18%. Considerando-se o resultado final do exame, o estado ficou no 17º lugar do ranking, com a média geral de 36,79% de acertos. Esse resultado também está abaixo da média nacional, que foi de 40,54%. Segundo o secretário estadual de Educação, Adeum Sauer, o governo tem trabalhado para reverter esse quadro. “O processo educacional é longo e o resultado só é visto a longo prazo”, afirmou. (A Tarde-BA, p. Salvador A7, 22/11 – Pedro Caribe)
Atuação dos Conselhos Tutelares é tema de Seminário
Um caso de sucesso do Conselho Tutelar (CT) 02, localizado no bairro de Itapuã, em Salvador, mostra que é possível fazer a diferença. O exemplo vem da história de um adolescente que vivia nas ruas da capital baiana, usando drogas. Depois de ser acompanhado durante três anos pelos profissionais do CT, o garoto de 13 anos voltou ao convívio familiar e está matriculado em uma escola municipal de Itapuã. O menino participou do I Seminário: Conselheiro Tutelar, realizado no Centro de Convenções da capital baiana, até o dia 22 de novembro. Durante o encontro, a conselheira Antonisa Vieira lembrou as dificuldades que enfrentou para fazer valer os direitos do adolescente. Segundo a profissional, o garoto chegou a passar por 10 abrigos antes de se estabelecer na casa de uma irmã. “A gente trabalha por força de vontade mesmo. Falta estrutura e retaguarda”, explica a conselheira. (A Tarde-BA, p. Salvador A7, 22/11 – Luisa Torreão)
Ampliação do ensino fundamental para nove anos é bem aceita
As escolas terão até 2010 para se adaptarem à nova exigência do Ministério da Educação (MEC), que vem implementando desde 2004 a proposta de ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos. A idéia é garantir que todas as crianças permaneçam mais tempo no ambiente escolar, tenham mais oportunidades de aprendizado e adquiram uma formação mais vasta. Com a ampliação, a entrada dos meninos e meninas no ensino fundamental começa aos seis anos, ao invés de acontecer com sete. A rede municipal de ensino já fez a adaptação desde 2007 e classifica a determinação como um avanço, principalmente para os estudantes de escolas municipais que tinham uma oferta menor na área de educação infantil. (Tribuna da Bahia, p. Salvador 11, 27/11 – Maria Rocha)
A Tardinha fala sobre a participação de baianos nas Olimpíadas de Língua Portuguesa
O suplemento infantil do Jornal A Tarde, o A Tardinha, de 22 de novembro, trouxe uma matéria sobre os 35 alunos de escolas públicas da Bahia que viajaram a Recife para a semi-final nordestina da Olimpíada de Língua Portuguesa. O evento foi realizado no dia 14 de novembro e reuniu alunos da 4ª e 5ª séries de toda a região. A fase final acontece em dezembro, em Brasília, e as representantes baianas nesta etapa serão Luana Brito (10) de Catulé; Reiziene Vieira (11), de Maracás; e Luana Nascimento (10), de Ipirá. O A Tardinha trouxe também uma matéria sobre o jogo online Club Penguin, que teve sua versão em português lançada este mês no Brasil, após de reivindicações de crianças pela Internet. O jogo se passa em uma ilha gelada, habitadas por pingüins no meio dos mares da Internet. (A Tarde-BA, p. A Tardinha 3, 22/11 – Mirela Portugal)
Caderno Dez! mostra vida dos adeptos da União do Vegetal
O Caderno Dez!,suplemento juvenil do Jornal A Tarde, da última terça-feira (25/11) trouxe uma matéria sobre a União do Vegetal (UDV), grupo através do qual pessoas buscam a iluminação a partir dos efeitos do chá hoasca. Fundada em 1961, a União do Vegetal alia a reencarnação cardecista a preceitos do cristianismo e tem conquistado cada vez mais jovens adeptos. É o caso de Lília Cardillo, de 18 anos, que está há dois anos na UDV. “Antes da União eu queria passar uma imagem de revolta. Hoje faço a linha discreta, parei de beber, saio menos à noite”, comenta a jovem. O Dez! traz também uma matéria sobre condomínios-bairros, que são empreendimentos imobiliários que prometem moradia, lazer e trabalho em só lugar e têm se espalhado pela cidade. Segundo especialistas, eles podem alterar a vida nas cidades. (A Tarde-BA, p. Caderno Dez! 6 e 7, 25/11 – Rodrigo Sombra)