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As opiniões dos professores participantes da formação do Escola Interativa

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“... cada vez mais me sinto valorizada enquanto profissional de educação, cada vez mais sinto a importância do meu trabalho. Antes, quando eu comecei [a formação], eu percebia que o professor era desvalorizado, que não era reconhecido, que socialmente não tinha muita importância. Era esse o meu sentimento no início do trabalho.
Hoje eu tenho outro sentimento, que é contrário. Cada vez mais, sinto a importância do meu trabalho para a sociedade, como sou importante na sala de aula para cada um daqueles alunos, como meu trabalho afeta diretamente cada um deles e como a transformação social passa pela mão do educador.”
Maria Luíza – professora de Língua Portuguesa da Escola Municipal Alexandre Leal Costa

“Pra mim, o que fica desse trabalho é a vontade de começar de novo. Eu já estava com sintomas de depressão quando entrei no Projeto, não estava enxergando o valor do meu trabalho. No primeiro encontro, quando trabalhamos a visão de mundo, quem sou como professora e quem é o meu aluno, pra mim já foi de grande valia. Eu percebi que meu aluno não estava errado, eu não estava errada, estava faltando a gente se enxergar de maneira diferente.”
Sandra Maurício – Professora de Cultura Baiana da Escola Municipal Dona Arlete Magalhães

“Quando eu comecei a participar do Projeto, eu vi que pode ser um caminho, que mais professores poderiam fazer parte. O município precisa acordar, perceber que nós professores queremos coisas práticas. Porque todos nós somos inteligentes e temos criatividade, precisamos fazer com que essa criatividade flua, não queremos mais teoria. E é isso que os alunos querem.
Júlia Maria Barros – Professora de Língua Portuguesa da Escola Municipal Hilberto Silva

“Eu acho que a gente se re-descobriu e dessa redescoberta nós conseguimos formar laços. Eu fiquei trinta anos em direção de escola e também como coordenadora, e eu acho que tudo é uma troca. Se o diretor trabalha a auto-estima do seu colega, não pela posição que ocupa, inicia um processo muito importante. Imagine se todos forem reivindicar cargos, o aluno não será nada na escola. Educação é essa bola de neve, um vai contribuindo para o trabalho do outro e para sua auto-imagem. Quando existem instituições que valorizam o profissional, como a CIPÓ, muitas coisas acontecem. Eu acho importantíssimo esse trabalho de valorização que causa o efeito dominó... por isso tem que haver mais comunicação, para que todos vejam que é possível transformar a realidade das escolas. No papel, na teoria, é fácil, mas vamos para a prática! Vamos começar a interagir aqui, para que possamos interagir na escola e o aluno possa ser feliz na vida dele.”
Diva Vaz – Coordenadora da Escola Municipal Abrigo Salvador

“ Os encontros foram muito interessantes pela possibilidade da troca constante, entre pessoas diferentes, com talentos e experiências diversas. É uma pena que a gente não tenha grupos maiores... sensibilizar o professor é muito difícil. As críticas normalmente causam um movimento de afastamento e não de união. As nossas discussões aqui, ao contrário, foram nos sensibilizando para a educação, para os indivíduos, em que eu posso melhorar, como contribuir com os colegas e com os alunos.”
Maurício de Oliveira da Silva – Professor de Cultura Baiana da Escola Municipal de Fazenda Coutos

“A CIPÓ pra mim é um presente semanal. Quando eu chego, à tarde, meus alunos comentam ‘já sei, está com esse sorriso porque foi para a CIPÓ, não é?’ E eu digo, é isso mesmo, hoje nada vai me deixar chateada ou triste.”
Maria Cristina Freitas – Professora de Matemática e Vice-Diretora do Noturno da Escola Municipal Alexandre Leal Costa

“Com o projeto da CIPÓ, já é uma leitura de mundo diferente, porque às vezes a gente só enxerga o que está na nossa frente e não viaja através da janela. Não ficar só na escrita, mas sair do escrito para que o aluno não se canse só daquele livro didático, mas que dê a ele também a possibilidade de viajar, sonhar... ou do professor também ouvir as opiniões dele. Não é só o professor chegar lá falar, falar, falar e nunca ouvir o aluno. Esse Projeto me ensinou a deixar que os meus alunos também colocassem o ponto de vista deles na sala de aula. Além disso, aplicar outros métodos de avaliar o aluno que não seja só através de prova.”
Edna Castro – Professora de Língua Portuguesa da Escola Municipal da Palestina

“No nosso colégio, estamos com os alunos bem mobilizados. É interessante porque lá havia uma crença de que eles não se envolvem com nada, de que não se interessam, e eu precisava checar essa idéia. Constatamos que, quando você faz um projeto que interessa aos alunos, mostrando os objetivos, justificando a sua importância, eles conseguem se perceber no trabalho e os seus resultados. Sabemos das dificuldades do processo, que são normais, e estamos evoluindo.”
Éurico Abreu Nascimento – Professor de História da Escola Municipal de Paripe

 

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