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Uso educativo dos meios
Para o pesquisador da Escola de Comunicações e Artes
da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Adilson Citelli1,
dizer que os termos comunicação e educação
aproximam-se bastante em nosso tempo significa reconhecer que,
quando o campo de reflexão é a escola, as experiências
videotecnológicas já estão nas salas de aula,
malgrado sob a forma de uma 'não-presença', pois
tanto as crianças como os professores vivem num espaço
social mediatizado por mensagens digitais, televisivas, radiofônicas,
jornalísticas, etc., capazes de provocar alterações
nos comportamentos, criarem referências para o debate público,
influenciarem na tomada de decisões, além de revelarem
muitas vezes, os próprios limites do discurso pedagógico.
Cabe à escola, diante da realidade contemporânea,
desenvolver certas habilidades, como a de selecionar informações
e estabelecer um diálogo crítico com a realidade
apresentada.
O educador Paulo Freire, já na década de 70, ressaltou
na área educacional, assim como Mikhail Bakntin, no campo
da linguagem, a importância do jogo dialógico e interativo
para a constituição da própria sociabilidade.
Isto não diz respeito apenas à aproximação
das áreas de conhecimento, dos processos pedagógicos,
mas também dos diversos sujeitos envolvidos. São
nas relações entre professores, alunos, coordenadores,
diretores, pais e sociedade que a educação se efetiva.
“
O ato de comunicar é essencialmente interativo. Aproximando-se
dessa característica, a Educação pela Comunicação
embasa todo o seu processo na profunda interação
entre todos aqueles que dele participam. Educador e educando são
autores das ações e dos produtos que realizam” 2.
1CITELLI, Adilson.
Comunicação e Educação - A linguagem
em movimento. São Paulo: Editora Senac. 1999.
2Coletânea Escola Interativa – Guia metodológico. Salvador:
CIPÓ Comunicação Interativa. 2004. P.17
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