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Professores e Alunos
De acordo com Adilson Citelli, estudioso do uso dos meios a da
comunicação na educação, “transformar
os alunos em sujeitos de conhecimento implica (de fato) descentrar
as vozes, colocando-as numa rota de muitas mãos que respeite
as realidades de vida e cultura dos educandos. É preciso
(de fato) fazer o aluno assumir a sua voz como instância
de valor a ser confrontada a outras vozes, incluindo-se a do
professor. Desse modo, a sala de aula passaria a ser entendida
como lugar carregado de história e habitado por muitos
atores que circulariam do palco à platéia à medida
que estivessem exercitando o discurso”1.
O processo de transformar professores em parceiros dos alunos,
promovendo a ambos o status de sujeitos da informação
e do conhecimento é prazeroso. Mas nem por isso simples.
Permitir que o aluno se expresse livremente não é tão
fácil para o professor, que em muitos momentos tem medo
de perder a sua autoridade no espaço da sala de aula, assim
como expor uma idéia original não faz parte do script
dos alunos da escola pública atual. Para que essas ações
sejam encorajadas e incorporadas ao cotidiano da escola é preciso
quebrar barreiras, diversas. A primeira delas é a visão
vertical das relações, seja entre alunos e professores,
seja entre os educadores e a direção. Outra coisa
importante de mencionar é a preocupação com
a detenção do conhecimento.
1CITELLI, Adilson. Op. Cit. P.98.
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